Partager l'article ! Times up: Morra over-blog &^^%$#@# cretino que apagou este texto. Tentarei reproduzí-lo, mas, como todos sabem, o segundo não é a mesma co ...
Morra over-blog &^^%$#@# cretino que apagou este texto. Tentarei reproduzí-lo, mas, como todos sabem, o segundo não é a mesma coisa...
Meu primeiro mestrado tinha um tema legal: misturava arte digital e video games. Gosto dos dois assuntos, mas tinha uma literatura de base que me fazia chorar. Arte digital, assim como arte em geral, não é fácil. E mesmo a bibliografia sobre o video game é cruel. Parte em inglês, parte em francês com pitadas em português. E, claro, já que o assunto é cool, vamos colocar palavras, conceitos e noções bem chatinhas que é para a pessoa que esteja lendo ver o quão complexo pode ser um simples joguinho eletrônico. Foi duro. Mas passei por esse já. Acabou.
Ao reler algumas partes para pegar aspas para o novo mestrado, tive vergonha. Mas, como disse na minha soutenance, aquelas 100 páginas eram uma instantânea, uma foto tirada num dado momento da pesquisa. É muito normal termos vergonha do que foi escrito. E o processo de um mémoire é muito cruel. Temos x de tempo para escrever e, ao longo do processo, mudamos constantemente de opinião. Aquela primeira idéia, lá do início, quando tudo era um grande vazio diante de você, fica obsoleta rapidinho. E aí, depois que o mundo dá várias voltas, depois que você vai colocar o ponto final, você se dá conta de que as primeiras páginas e as seguintes são puro "n'importe quoi". Ah, como é duro esse momento. Porque there's no turning back, não dá pra, em alguns dias ou algumas semanas mudar tudo. E aí, você tem que engolir aquela coisa mais ou menos. E defendê-la.
Mesmo com vergonha, peguei algumas aspas para o novo mestrado. Nada demais. Nada que comprometa o novo. Esse agora é sobre jogos de tabuleiro. Mas uso a noção de gameplay - termo freqüentemente usado pela imprensa, pelos jogadores e por game designers de video game, claro. Vamos ver no que vai dar. Estou mais otimista. O problema é, se o outro eu tive que impor o ponto final, nesse o tempo vai me atropelar a qualquer momento. E aí, mais uma vez, a qualidade vai por água abaixo.
Moral da história: por que eu me preocupo tanto se no fim vou achar uma merda, não é mesmo?
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que bom ler isso, porque quando chegar minha vez, eu nao vou me sentir sozinha (porque minha hora vai chegar, neh, bel? nao vai? nao vai?)
ai ai... o eterno dilema! e o que faz tudo travar durante o processo de redação! mas olha so... talvez seja tarde para te dizer isso mas eu tenho uma amiga fazendo doutorado sobre um jogo de tabuleiro que ela criou...é um pictionary para cegos...é muito legal a proposta, ela analisa os resultados (semioticamente) e tal. Te interessa o contato ou é mesmo tarde demais??? bjus e courage!
Número 1: o que importa é o que você aprende fazendo, e não o memoire um si.
Número 2: o que importa não é se você gosta, mas se a sua banca gosta.
Número 3: você não tem nada que reler o que foi escrito ano passado. Foi por isso mesmo que eu nem imprimi a sua cópia.