La manif
Hoje foi dia da França mostrar a sua insatisfação. Insatisfação com o Estado de Sarkozy, revolta com a injustiça - bilhões vão para os banqueiros e zero para os assalariados -, revolta com salários estagnados e com a baixa do povoir d'achat. Foi uma manifestação pela defesa do serviço público, pela saúde, pelo ensino, pelo transporte. Ao todo, 1,5 milhão (de acordo com a polícia) ou 2,5 milhões (segundo os sindicatos) foram às ruas em todo o país. Em Paris, a partir das 14h, 65.000 pessoas (segundo a polícia) foram até a Bastilha para protestar, caminhando até o Opéra, num dia em que, finalmente, o Sol resolveu aprecer, mas que o frio não nos abandonou - fazia cerca 3 ºC em Paris, com sensação de 1 ºC.
Seria um jeudi noir, quinta-feira negra, difiícil.i Apesar de todas as insatisfações e paralizações, os transportes - metrô, ônibus, RER, trens, tramways - funcionaram relativamente bem. No metrô, por exemplo, não deu para sentir a greve. Já o RER foi mais complicado, mas nada diferente das outras greves.
Seguem alguns números dessa paralização
Quantos pararam:
15% dos controladores de avião;
47,92% de professores;
26% dos funcionários da France Telecom;
23% dos assalariados da EDF (companhia de energia);
30,13% da Rádio-France;
25% dos correios.
O que funcionou:
75% dos Metrôs funcionam;
60% do TGV funcionaram;
1,5 milhão de pessoas saíram às ruas de toda a França;
Em Paris, foram 65.000 às ruas;
Toulouse 56.000 (segundo a polícia) 90.000 (de acordo com os sindicatos).
Que fique bem claro: eu estava trabalhado. Sim. Um dos fotógrafos de Tendance Floue, coletivo de fotógrafos para o qual eu trabalho, precisava de mais uma pessoa para participar de um projeto. E como alguns de vocês já estão carecas de saber, Isabel e fotografia só combinam numa mesma frase quando eu estou do lado de trás da lente.
Mas dessa vez, pasmem, estava de frente para ela (ui!). Mas muito bem disfarçada, lógico! Não sou trouxa e sigo com as minhas convicções.
Denis Bourges tem um projeto que se chama "sommes tous des êtres humains". Denis propõe fotos do cotidiano - pessoas, comendo, dormindo, trabalhando, sei lá, tudo é possível aqui -, mas com um detalhe: as pessoas estão com máscaras de porcos. Sim, cochons. Sim, eu era um cochon! Infelizmente não tenho registros meus "enquanto porquinha", mas fiz algumas fotos com a câmera do celular.
Ah,só pra lembrar mais uma vez. Era um belo dia de SOL!!!! Sim, ele ainda existe. Sim, vocês estão torrando por aí e já estão cansados dele. Mas nós do lado de cá da linha do Equador não tínhamos essa certeza.
Bastilha, o ponto de encontro dos manifestantes. E dos porquinhos. Note a carinha feliz à esquerda.
Muita, mas muita gente nos parou para perguntar por que usávamos a máscara. Nem nas coletivas de imprensa vi tanto jornalista atrás de mim!
Denis, à esquerda e dois cochons: mostrando o resultado de uma sérias de cliques bem curiosos na frente de uma banca de comida.
Não notei grandes diferenças das manifs francesas para as passeatas brasileiras. Muita gente, pessoas tranqüilas (tenho mais uns 5 anos de trema!!!), muito aperto, mas todo o tipo de gente reúnida.
No fundo, o Opéra de Bastille.
C'est parti!
Seria um jeudi noir, quinta-feira negra, difiícil.i Apesar de todas as insatisfações e paralizações, os transportes - metrô, ônibus, RER, trens, tramways - funcionaram relativamente bem. No metrô, por exemplo, não deu para sentir a greve. Já o RER foi mais complicado, mas nada diferente das outras greves.
Seguem alguns números dessa paralização
Quantos pararam:
15% dos controladores de avião;
47,92% de professores;
26% dos funcionários da France Telecom;
23% dos assalariados da EDF (companhia de energia);
30,13% da Rádio-France;
25% dos correios.
O que funcionou:
75% dos Metrôs funcionam;
60% do TGV funcionaram;
1,5 milhão de pessoas saíram às ruas de toda a França;
Em Paris, foram 65.000 às ruas;
Toulouse 56.000 (segundo a polícia) 90.000 (de acordo com os sindicatos).
Que fique bem claro: eu estava trabalhado. Sim. Um dos fotógrafos de Tendance Floue, coletivo de fotógrafos para o qual eu trabalho, precisava de mais uma pessoa para participar de um projeto. E como alguns de vocês já estão carecas de saber, Isabel e fotografia só combinam numa mesma frase quando eu estou do lado de trás da lente.
Mas dessa vez, pasmem, estava de frente para ela (ui!). Mas muito bem disfarçada, lógico! Não sou trouxa e sigo com as minhas convicções.
Denis Bourges tem um projeto que se chama "sommes tous des êtres humains". Denis propõe fotos do cotidiano - pessoas, comendo, dormindo, trabalhando, sei lá, tudo é possível aqui -, mas com um detalhe: as pessoas estão com máscaras de porcos. Sim, cochons. Sim, eu era um cochon! Infelizmente não tenho registros meus "enquanto porquinha", mas fiz algumas fotos com a câmera do celular.
Ah,só pra lembrar mais uma vez. Era um belo dia de SOL!!!! Sim, ele ainda existe. Sim, vocês estão torrando por aí e já estão cansados dele. Mas nós do lado de cá da linha do Equador não tínhamos essa certeza.
Bastilha, o ponto de encontro dos manifestantes. E dos porquinhos. Note a carinha feliz à esquerda.
Muita, mas muita gente nos parou para perguntar por que usávamos a máscara. Nem nas coletivas de imprensa vi tanto jornalista atrás de mim!
Denis, à esquerda e dois cochons: mostrando o resultado de uma sérias de cliques bem curiosos na frente de uma banca de comida.
Não notei grandes diferenças das manifs francesas para as passeatas brasileiras. Muita gente, pessoas tranqüilas (tenho mais uns 5 anos de trema!!!), muito aperto, mas todo o tipo de gente reúnida.
No fundo, o Opéra de Bastille.
C'est parti!
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