My major company
Prefácio
Quando a gente acha que a Internet já deu o que tinha que dar, quando a gente acha que o ser humano já inventou o suficiente, eis que você tropeça numa idéia incrível, que te deixa embasbacado. "por que diabos não pensei nisso antes?" Falta-me visão empresarial, that's for sure. Sou uma negação. Mas uma idéia boa tem que ser compartilhada. E essa, vocês tresaúnicos, vão gostar. E, se vocês quiserem, eu vejo se é possível colocar artistas estrangeiros na área. Acho difícil, mas... we never know...
Não conheço a história do site, apenas sua idéia. E ainda não me increvi. Mas quero muito! Temo que terei que gastar o que não tenho. Assim, enquanto não ganhar o trocado de cada dia, ficarei apenas como espectadora.
Ok vamos a ele.
My Major Company é um label de música participativo e comunitário que permite o internauta produzir diretamente um artista.
O esquema me lembrou muito o da pirâmide. Vocês se lembram? Era algo como: você entra, dá um tanto em reais e tem que chamar outros X amigos para a pirâmide. Se você chegasse no topo dela, decolava e levava uma pequena bolada. Era arriscado, os amigos podiam mudar de idéia ou amigos de amigos podiam furar.
No My Major Company você e muitos outros podem ser produtores. O site é dividido para quem quer ser produzido - o artista - e para quem quer produzir. Não importa o número de produtores que um artista vai ter. O importante é ele alcançar a soma de 70 mil euros. Isso mesmo. Para lançar bem um artista ele tem que fazer esse tanto. Assim, fazem um disco bacaninha, um videoclip e marketing, claro, muito marteking. Ah, e pelo o que entendi, o artista leva 20% sobre as vendas. Algo superior ao normal, que fica em torno de 10 a 15%...

O primeiro
Quem decolou primeiro na pirâmide foi Grégoire, com o álbum Toi+Moi. Os produtores estão ravis. O cara já vendeu 340 mil cópias do seu disco. É um sucesso até mesmo para a França, que sofre profundamente com a pirataria musical. Abre parênteses: para vocês terem uma idéia, de todos os bens culturais - livros, video game, DVD, etc., a indústria musical é a que mais perde, com uma queda de -14% do mercado, em 2008. Fecha parênteses.
Essa é é a primeira música que fez um grande sucesso por aqui. Muita letra, como um bom francês. Mas não é de todo mal. É pop. Mas, enfim, a idéia aqui não é, pelo menos por enquanto, discutir a qualidade do trabalho, mas a idéia empreendedora.
http://www.deezer.com/track/902310
Grégoire
Os produtores
Como já disse, não importa quantos produtores bancam um artista. O importante é ele chegar a 70.000 euros. Grégoire recebeu dinheiro de umas 300 pessoas. Talvez mais, não contei. Ele disse isso numa entrevista. Os caras deram de 6.020 euros a 10, o mínimo que um produtor pode dar. Bastante razoável, não? Alguns dos produtores participam, dão pitacos sobre a carreira do artista. Outros só dão a grana. Alguns, por exemplo, Grégoire nunca viu a cara. Outros a emprestaram para o clipe de Toi+Moi, o hit que fez o rapaz estourar nas rádios.
Os outros
Grégoire foi o primeiro, mas não o único. No momento eles estão lançando Agonie, uma rapper blonde.
http://www.deezer.com/track/2815164
Agonie - o pianinho inicial lembra o pastiche de Alanis Morissette para My Humps.
Tem também a simpática Irma. Por favor, escutem I Know. Irma ainda está gravando seu CD. Em Nova York! Pas mal, hein?
O site está todo em francês. Bom, é uma iniciativa francesa. Ele se diz o primeiro label comunitário, mas, navegando, conheci um outro.
A Concorrência
Spidart deixa bem claro: "você é um artista francophone!", diz.
Aqui, o esquema é bem parecido. Mínimo de 10 euros, mas agora com um teto máximo de 3.000 euros. E, aqui, o artista precisa de 50.000 para decolar. Pareceu-me um pouco menos "profiça"... O label assegura um engenheiro de som, os arranjos e, claro, os produtores. Assim, artista, produtores e spidart dividem a grana que ganham depois em 35% para os dois primeiros e 30% para o site. Mas os artistas ali não me pareceram tão interessantes.
Quer dizer, tem o Naosol & The Waxx Blend, que já conseguiu a grana.
E aí? Alguém se habilita a levar essa iniciativa para o Brasil?
Quando a gente acha que a Internet já deu o que tinha que dar, quando a gente acha que o ser humano já inventou o suficiente, eis que você tropeça numa idéia incrível, que te deixa embasbacado. "por que diabos não pensei nisso antes?" Falta-me visão empresarial, that's for sure. Sou uma negação. Mas uma idéia boa tem que ser compartilhada. E essa, vocês tresaúnicos, vão gostar. E, se vocês quiserem, eu vejo se é possível colocar artistas estrangeiros na área. Acho difícil, mas... we never know...
Não conheço a história do site, apenas sua idéia. E ainda não me increvi. Mas quero muito! Temo que terei que gastar o que não tenho. Assim, enquanto não ganhar o trocado de cada dia, ficarei apenas como espectadora.
Ok vamos a ele.
My Major Company é um label de música participativo e comunitário que permite o internauta produzir diretamente um artista.
O esquema me lembrou muito o da pirâmide. Vocês se lembram? Era algo como: você entra, dá um tanto em reais e tem que chamar outros X amigos para a pirâmide. Se você chegasse no topo dela, decolava e levava uma pequena bolada. Era arriscado, os amigos podiam mudar de idéia ou amigos de amigos podiam furar.
No My Major Company você e muitos outros podem ser produtores. O site é dividido para quem quer ser produzido - o artista - e para quem quer produzir. Não importa o número de produtores que um artista vai ter. O importante é ele alcançar a soma de 70 mil euros. Isso mesmo. Para lançar bem um artista ele tem que fazer esse tanto. Assim, fazem um disco bacaninha, um videoclip e marketing, claro, muito marteking. Ah, e pelo o que entendi, o artista leva 20% sobre as vendas. Algo superior ao normal, que fica em torno de 10 a 15%...

O primeiro
Quem decolou primeiro na pirâmide foi Grégoire, com o álbum Toi+Moi. Os produtores estão ravis. O cara já vendeu 340 mil cópias do seu disco. É um sucesso até mesmo para a França, que sofre profundamente com a pirataria musical. Abre parênteses: para vocês terem uma idéia, de todos os bens culturais - livros, video game, DVD, etc., a indústria musical é a que mais perde, com uma queda de -14% do mercado, em 2008. Fecha parênteses.
Essa é é a primeira música que fez um grande sucesso por aqui. Muita letra, como um bom francês. Mas não é de todo mal. É pop. Mas, enfim, a idéia aqui não é, pelo menos por enquanto, discutir a qualidade do trabalho, mas a idéia empreendedora.
http://www.deezer.com/track/902310
Grégoire
Os produtores
Como já disse, não importa quantos produtores bancam um artista. O importante é ele chegar a 70.000 euros. Grégoire recebeu dinheiro de umas 300 pessoas. Talvez mais, não contei. Ele disse isso numa entrevista. Os caras deram de 6.020 euros a 10, o mínimo que um produtor pode dar. Bastante razoável, não? Alguns dos produtores participam, dão pitacos sobre a carreira do artista. Outros só dão a grana. Alguns, por exemplo, Grégoire nunca viu a cara. Outros a emprestaram para o clipe de Toi+Moi, o hit que fez o rapaz estourar nas rádios.
Os outros
Grégoire foi o primeiro, mas não o único. No momento eles estão lançando Agonie, uma rapper blonde.
http://www.deezer.com/track/2815164
Tem também a simpática Irma. Por favor, escutem I Know. Irma ainda está gravando seu CD. Em Nova York! Pas mal, hein?
O site está todo em francês. Bom, é uma iniciativa francesa. Ele se diz o primeiro label comunitário, mas, navegando, conheci um outro.
A Concorrência
Spidart deixa bem claro: "você é um artista francophone!", diz.
Aqui, o esquema é bem parecido. Mínimo de 10 euros, mas agora com um teto máximo de 3.000 euros. E, aqui, o artista precisa de 50.000 para decolar. Pareceu-me um pouco menos "profiça"... O label assegura um engenheiro de som, os arranjos e, claro, os produtores. Assim, artista, produtores e spidart dividem a grana que ganham depois em 35% para os dois primeiros e 30% para o site. Mas os artistas ali não me pareceram tão interessantes.
Quer dizer, tem o Naosol & The Waxx Blend, que já conseguiu a grana.
E aí? Alguém se habilita a levar essa iniciativa para o Brasil?
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