abandono
Às vezes, tenho medo dos franceses. Um pouco como a Regina Duarte, um pouco como num filme de terror.
Não me leve a mal, gosto de morar aqui. Gosto deles. Mas alguns são assustadores.
Explico.
Verão, sol, época dos franceses viajarem. Férias. O país pára, praticamente. E os franceses - acho que já comentei isso aqui em algum lugar, mas repito porque é marcante - saem todos das suas cidades. E francês adora bichos. Todos têm aquele fox, um gatinho ou o bulldogue francês. É impressionante. Mesmo morando num 20 metros quadrados, tá lá o bichinho.
O problema é que, nem sempre dá para levar o animal para o Marrocos, para a Tunísia ou para dar a volta ao mundo. Aí, o francês tem duas opções: a primeira é deixar o bicho em casa. Sei lá como faz. Se tem alguém para visitar, se alguém vai sair com o pobre do cão... Mas o bicho fica trancafiado boa parte do tempo. E late muito.
A outra opção é simplesmente abandoná-lo na rua, na beira do sena, num parque. Simples assim. Você passa um, dois, cinco, dez anos com um bicho, compartilhando sua vida com ele e, num dia, por causa de um bilhete de viagem, você o abandona.
O abandono é uma prática muito freqüente por aqui. E, quando chega junho, as campanhas publicitárias pipocam pela cidade. Não é para menos. São 60 mil animais abandonados cada ano. Ano passado não tinha reparado, mas agora (não sei se passei a prestar mais atenção ou se eles intensificaram), as publicidades que me chocaram. Marcaram tanto que não conseguia dormir porque um cachorro não parava de latir. Já tinha inventado uma história na minha cabeça achando que ele era mais um abandonado. Quando fui ver na janela ele devia ser de um amigo que estava visitando meu vizinho. Ufa. Já tava pensando em como arrombar apartamento por apartamento para salvar o pobre animal das garras de um francês maluco.
Seguem alguns cartazes.



Não me leve a mal, gosto de morar aqui. Gosto deles. Mas alguns são assustadores.
Explico.
Verão, sol, época dos franceses viajarem. Férias. O país pára, praticamente. E os franceses - acho que já comentei isso aqui em algum lugar, mas repito porque é marcante - saem todos das suas cidades. E francês adora bichos. Todos têm aquele fox, um gatinho ou o bulldogue francês. É impressionante. Mesmo morando num 20 metros quadrados, tá lá o bichinho.
O problema é que, nem sempre dá para levar o animal para o Marrocos, para a Tunísia ou para dar a volta ao mundo. Aí, o francês tem duas opções: a primeira é deixar o bicho em casa. Sei lá como faz. Se tem alguém para visitar, se alguém vai sair com o pobre do cão... Mas o bicho fica trancafiado boa parte do tempo. E late muito.
A outra opção é simplesmente abandoná-lo na rua, na beira do sena, num parque. Simples assim. Você passa um, dois, cinco, dez anos com um bicho, compartilhando sua vida com ele e, num dia, por causa de um bilhete de viagem, você o abandona.
O abandono é uma prática muito freqüente por aqui. E, quando chega junho, as campanhas publicitárias pipocam pela cidade. Não é para menos. São 60 mil animais abandonados cada ano. Ano passado não tinha reparado, mas agora (não sei se passei a prestar mais atenção ou se eles intensificaram), as publicidades que me chocaram. Marcaram tanto que não conseguia dormir porque um cachorro não parava de latir. Já tinha inventado uma história na minha cabeça achando que ele era mais um abandonado. Quando fui ver na janela ele devia ser de um amigo que estava visitando meu vizinho. Ufa. Já tava pensando em como arrombar apartamento por apartamento para salvar o pobre animal das garras de um francês maluco.
Seguem alguns cartazes.



Publicité